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TV

16/03/2020

Westworld retorna para o seu terceiro ano mais ambiciosa do que nunca

Depois de dois anos de espera, drama sci-fi do canal HBO estreia sua terceira temporada com ares de reboot e introduz novos cenários e personagens

Por Luccas Diaz

O seriado norte americano criado por Jonathan Nolan e Lisa Joy voltou para as telinhas no último domingo (15) e surpreendeu os fãs apresentando quase que um reboot de sua história. Depois de duas temporadas seguidas se passando dentro do parque temático, o drama sci-fi finalmente atravessa a fronteira e mergulha de vez na realidade. Bem-vindos ao mundo de 2058.

A história retorna depois de três meses dos acontecimentos do último episódio da segunda temporada. Depois do massacre no parque e o upload de (quase) todos os hosts (termo designado aos robôs do parque) numa espécie de éden digital, os últimos sobreviventes da espécie seguem caminhos separados. No episódio de estreia da nova temporada, porém, nos encontramos apenas com Dolores (Evan Rachel Wood), Bernard (Jeffrey Wright) e Charlotte (Tessa Thompson).

Mais poderosa do que nunca. Se nas primeiras temporadas, Dolores Albernathy ainda estava descobrindo quem era e até onde poderia ir, parece que é no terceiro ano que a host original do parque atingirá seu clímax. Nesse primeiro episódio, já é possível ver uma versão mais dinâmica e interessante da personagem. Sua capacidade parece estar menos divina e muito mais lógica, encontrando um meio termo entre sua versão boa moça da primeira temporada e sua versão vilã-com-sede-de-sangue da segunda. No final do segundo ano, depois de entrar na Fortaleza (uma espécie de biblioteca contendo milhões de livros com dados sobre os humanos que já visitaram o parque), Dolores vai para o mundo real com um plano ainda incerto, mas com vantagens e intenções claras: justiça (ou dominação global, entenda como quiser).

 

 

“Os verdadeiros deuses estão chegando e eles estão bravos” afirma a personagem em uma de suas falas dignas de um romance shakespeariano.

 

Bernard está fugindo. Apontado pela Delos (empresa que controla os parques de Westworld e boa parte das tecnologias IA do mundo) como o principal responsável pelo massacre no parque, ele agora trabalha em um frigorífico sob o nome de Armand Delgado. Não demora muito, porém, para alguns funcionários da fábrica o reconhecerem e Bernard ter que invocar seu lado androide-ultra-forte-sem-emoções (que ele tanto luta para manter sob controle) e lidar com a situação. O ex-funcionário é obrigado a fugir novamente e encerra o episódio pegando um barco em direção a... Westworld. Não fica claro as intenções do host em querer voltar justamente para a cena do crime no qual ele é apontado como responsável. Ou até mesmo quais interesses ele poderia ter em querer voltar para o parque.

 

 

Por fim, um humano! Depois do questionamento do último episódio se William (Ed Harris) era de fato um humano ou um host, a série introduz novamente um ponto de vista humano e até mesmo brinca com isso ao fazer um paralelo com a icônica cena de Dolores acordando, da primeira temporada. Caleb Nichols, interpretado pelo queridinho Aaron Paul, é um veterano de guerra com dificuldades de encontrar novos empregos e que sofre de estresse pós-traumático. Além disso, o jovem está tendo dificuldades em superar a morte de seu companheiro de guerra e contrata um serviço de terapia IA por telefone que utiliza a voz do amigo morto (alô Black Mirror). Caleb está deprimido, suicida e desesperado. Para conseguir pagar as contas ele se submete a um tipo de serviço ilegal onde ele funciona como um carteiro de entregas clandestinas. E é em uma dessas entregas que ele Caleb encontra Dolores...

Um dos pontos altos desse primeiro episódio, com certeza, é a construção de mundo que Nolan e Joy estão fazendo. Por mais que as duas primeiras temporadas da série já tivessem dado aqui e ali alguns vislumbres de como era o mundo fora do parque, foi somente agora que realmente conhecemos esse mundo. Com direito a uma arquitetura regada de vidros espelhados, jardins e prédios ultramodernos, as cidades são dominadas por carros elétricos que dirigem sozinhos, helicópteros que mais parecem naves espaciais e drogas em formato de chip.

 

 

O futuro de Westworld é um futuro controlado por algoritmos, mais exatamente por um algoritmo em especial: o Rehoboam. A IA controla basicamente como o mundo gira e funciona calculando probabilidades e possibilidades. Como seria se os humanos usassem um algoritmo que dissesse qual caminho eles deveriam seguir? Determinismo e livre-arbítrio, sem dúvidas, serão uns dos pontos principais da temporada.

A estreia do novo ano entrega um episódio, surpreendentemente, cronológico, indo na contramão das outras duas temporadas que continham as famosas e confusas linhas temporais da série. Westworld continua sendo uma das mais intrigantes, questionadores e reflexivas produções da televisão e esse primeiro episódio reabre esse mundo com um certo frescor e vontade de saber mais. Seguindo o comportamento padrão do roteiro, temos mais dúvidas do que respostas: onde está Maeve (Thandie Newton)? Onde está William (Ed Harris)? Quem controla o corpo de Charlotte? Por que Dolores está interessada no Rehoboam? Quem está por trás do sistema? Qual o papel de Caleb em tudo isso? Resposta que só os próximos episódios (ou o algoritmo) poderão responder. 

 


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