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TV

11/06/2013

Confira o review da terceira temporada de 'Game of Thrones'

Temporada demora um pouco, mas engata e torna a série novamente atrativa

Por Rodrigo Ramos

Poucos têm a coragem de admitir, mas a segunda temporada de Game of Thrones foi uma das coisas mais chatas que já passaram pela TV nos últimos dez anos. Xiitas, podem me xingar. Eu compreendo. Existem milhões de fãs da obra de George R.R. Martin pelo mundo e a paixão pela obra tanto literária quanto televisiva é intensa. As críticas são difíceis de serem ouvidas – lidas, neste caso – mas elas precisam ser expressadas por alguém.

 

              HBO/divulgação

 

A segunda temporada tinha problemas que nenhuma série deveria ter. Não seria negativo ter tantos personagens em cena se eles tivessem tramas aprofundadas e não aparecessem apenas uma hora por ano (ou até menos). Game of Thrones parou de ser surpreendente, crua e nua como fora em seu primeiro ano para ser entediante, sem desenvolvimento e com personagens que andam de um lado pro outro, não chegando a lugar algum. “Ah, mas é porque você não leu os livros, por isso não entende…”. Honestamente, nem quero entender. Não tenho vergonha de admitir que não li os livros – eu até gostaria, me falta é tempo e disposição – e independente deles, uma série de TV tem que funcionar como tal. A HBO falha ao colocar à disposição apenas 10 episódios por temporada, quando um universo farto com o de Game of Thrones deveria ter, no mínimo, o dobro de capítulos. É claro, o gasto e o tempo investidos são fatores para a série ser menor do que o restante da programação da emissora – uma média de 12, normalmente. Mas a responsabilidade não é minha, afinal não fui eu que resolvi faturar com a saga literária de Martin.

 

              HBO/divulgação

 

Esta terceira temporada demora um pouco, mas engata e torna a série novamente atrativa. Depois da batalha de Black Water, as coisas esfriam um pouco – mas os personagens estão lá, andando de um lugar pro outro. Os Lannisters continuam um veneno só. O vovô do rei Joffrey (Jack Gleeson), Tywin (Charles Dance) está colocando a casa – ou melhor, o reino – em ordem. Enquanto Joffrey está pensando com a cabeça de baixo, especialmente quando uma nova pretendente lhe aparece, sua mãe, Cersei (Lena Headey) mantém-se venenosa, mas se encontra obrigada a fazer o que não quer e vai perdendo sua influência no reinado dia após dia. Quem mais sofre é o filho indesejado de Tywin, Tyrion (Peter Dinklage), sendo rebaixado em suas tarefas, tratado como lixo pelo pai, além de ser obrigado a fazer coisas que ele não deseja, como seu casamento forçado com uma das personagens fixas da série – Cersei, por sinal, também tem que se casar a força. A família Lannister é um amor só! E a série tem mais casamentos do que a novela das 9.

 

              HBO/divulgação

 

É óbvio que as outras famílias também querem o trono e a guerra entre todos parece eminente. Robb Stark (Richard Madden), aquele que você confunde com o Jon Snow (Kit Harington), mas é um pouco menos sem sal do que este, mantém o título de Rei do Norte e quer conquistar o que era de seu pai. Daenerys Targaryen (Emilia Clarke) e seus dragões estão conquistando os exércitos – e a moral – que precisam para lutar pelo trono. É claro que existem outros personagens querendo ocupar a poltrona cheia de espadas cravadas, mas não vale a pena citar todos, pois não quero ser chato – a série já faz este favor pra mim.

 

              HBO/divulgação

 

Novamente, a série sofre com os andarilhos. Em alguns episódios você simplesmente não entende o que está acontecendo e para onde estão indo os personagens. Aquela coisa de usar cinco minutos para cada personagem ainda é difícil de engolir. Por conta disso, muitos passam despercebidos e tramas servem mesmo só para preencher tempo em tela. Ok, pode até ser que nos livros isso seja mais completo, mas volto a bater na mesmíssima tecla: Game of Thrones tem que funcionar na tela, independente dos livros. Ora, se eu preciso ler os livros para “entender” o seriado, então qual é sentido de assisti-la?  Personagens importantes para a série (já li spoilers, galera) como Arya (Maisie Williams) e Bran Stark (Isaac Hempstead Wright) têm pouco tempo em cena – e mesmo quando surgem, parece que suas tramas simplesmente não evoluem. Qual a função deles nesta temporada, afinal? É no penúltimo capítulo que vemos algum sinal de que os irmãos terão destaque posteriormente. No entanto, é uma pena como são desprezados até aqui. Enquanto isso, Jon “boring” Snow continua sendo o sonolento, boca aberta de sempre até o momento em que surpreende. Mas, novamente, sua trama pouco evoluiu e seu romance ultrapassou os níveis de breguisse e vergonha alheia.

 

              HBO/divulgação

 

Mesmo com os rodeios costumeiros, esta temporada foi objetiva em alguns aspectos narrativos e também soube trabalhar melhor com alguns personagens. O seguimento com Brienne of Tarth (Gwendoline Christie) e o repulsivo Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) mostrou-se um dos mais atrativos da temporada. Há uma química quase improvável entre eles e que carrega nas costas alguns dos episódios. Jaime exibe um lado que o espectador não esperava ver e proporciona instantes de furor. A atuação de Nikolaj deve render à ele uma indicação ao Emmy de coadjuvante.

 

              HBO/divulgação

 

Independente do problema da falta de abordagem nos personagens, com os coadjuvante se tornando mais insignificantes a cada episódio (qual é a do gordinho com a garota e o bebê, pô?), o roteiro vai se polindo e melhorando aos poucos, dando evidência pra quem necessita ficar embaixo dos holofotes. O elenco é maior do que as quatro novelas da Globo somadas e lembrar do nome de cada um se torna tarefa árdua (com armadura, cabelo sem ver água há mais de um ano e barba a fazer, como diferenciar alguém?), mas a serie vai encontrando o seu foco – no caso, a tão esperada guerra. O confronto braçal pode não acontecer de imediato (aliás, ele não acontece mesmo), porém não impede as guerras dos olhares, das mentiras, das palavras ensopadas de ironia e ameaças, dos planos diabólicos e ordens reais de serem realizadas. A Mother of Dragons vai se tornando mais poderosa e convincente, enquanto o conflito dos Lannisters é apetitoso, um duelo de atuação entre o patriarca da família e seus filhos que lhe enchem de desgosto.

 

Tyrion and Sansa wedding

              HBO/divulgação

 

Dois momentos são cruciais nesta temporada – e ambos são casamentos. Acontece que, diferente das novelas, os casórios em Game of Thrones não trazem alegria. A união de Tyrion e Sansa Stark (Sophie Turner) é deprimente, dando oportunidade para Joffrey ser o asqueroso que já conhecemos mais uma vez. Aqui, Tyrion consolida-se como um dos personagens favoritos da série. A outra festa é conhecida como o Casamento Vermelho – só não cabe dizer os detalhes. “The Rains of Castamere” é um episódio que será o divisor de águas da série, trazendo de vez para o patamar das melhores atualmente na TV. As tramas paralelas são até bem conduzidas, mas a mais interessante de todas é a envolvendo o pedido de desculpas de Robb Stark e sua mãe Catelyn Stark (Michelle Fairley). Não só mais interessante, como relevante para todo o percurso do seriado e com o arco bem desenvolvido, calculado do início até o final do episódio de forma sóbria e fantástica. Tudo o que parece ser – a paz, a alegria, a confraternização – cai por água abaixo, sem aviso prévio. A transição elaborada tem o timing perfeito e graças aos roteiristas e a mente sem arrependimentos de Martin, o espectador tem a oportunidade de ver um episódio sangrento – a violência crua e nua, sem remorso ou censura. Facadas, cortes de espadada, flechadas… Tudo o que você não imaginava ver, nem mesmo na HBO, acontece. O horror é notável. Destaque para a atuação de Michelle Fairley. Em cerca de dois minutos, ela expressa todos os sentimentos possíveis ao suplicar pela vida de seu filho. Ameaça, negação, ódio, tristeza e aceitação. É sensacional. E o silêncio nos créditos finais é um soco no estômago.

 

              HBO/divulgação

 

O season finale é consistente e ajeita tudo para a quarta temporada. Infelizmente, a série faz igual à segunda temporada e não sabe terminar em seu melhor momento. Seria triunfal terminar com o desfecho do episódio 9, por exemplo. Ainda assim, “Mysha” é um episódio importante e de alto padrão, proporcionando ao espectador mais um embate entre os membros da família Lannister. Este ano vai em direção oposta ao que The Walking Dead fez em sua terceira temporada. Enquanto a série zumbi começou melhor do que nunca e se despediu de maneira covarde, Game of Thrones foi na contramão, indo devagarzinho e engatou a quarta marcha em sua reta final. Honestamente, acredito que o seriado tem muito para evoluir, mas dentro do que propõe e lhe é permitido, David Benioff e D.B. Weiss fazem um ótimo trabalho, especialmente na parte técnica, que se mantém impecável. Entre os mesmos problemas de sempre e boas surpresas, a terceira temporada coloca o programa no radar dos melhores da TV novamente – resta saber agora por quanto tempo.

 

 

 

Game of Thrones: The Third Season
EUA, 2013
10 episódios
Drama / Fantasia

Criado por:
David Benioff & D.B. Weiss, baseado em A Song of Ice and Fire, criada por George R.R. Martin
Elenco:
Peter Dinklage, Nikolaj Coster-Waldau, Lena Headey, Emilia Clarke, Kit Harington, Iain Glen, Charles Dance, Liam Cunningham, Stephen Dillane, Carice Van Houten, Isaac Hempstead Wright, Sophie Turner, Maisie Williams, Alfie Allan, Jack Gleeson, Rose Leslie, John Bradley, Joe Dempsie, Rory McCann, Conleth Hill, Sibel Kekilli

Lista de episódios:
3×01: Valar Dohaeris
3×02: Dark Wings, Dark Words
3×03: Walk of Punishment
3×04: And Now His Watch is Ended
3×05: Kissed by Fire
3×06: The Climb
3×07: The Bear and the Maiden Fair
3×08: Second Sons
3×09: The Rains of Castamere
3×10: Mhysa

4 STARS

 

 

 

 

 

 

 

 


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